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Controle Estatístico de Processo: O que é e como fazer?

5 de fevereiro de 2020
ERP
Controle Estatístico de Processo: O que é e como fazer?

Monitorar a qualidade da produção é um cuidado indispensável para prevenir erros e perdas, além de possibilitar tomadas de decisões ágeis e assertivas. Inspecionar a qualidade de produtos, serviços e processos em tempo real é um desafio comum na rotina de indústrias de todos os portes. Assim, uma das técnicas que buscam otimizar essa tarefa é o Controle Estatístico de Processo (CEP), já ouviu falar nesse método?

Além de ser uma ferramenta valiosa para a competitividade, a diferenciação e a qualidade de suas operações e entregas, o CEP te ajuda com a mitigação de falhas, gaps no ciclo produtivo e retrabalhos, promovendo a organização e a precisão na cultura da sua indústria.

Quer saber como funciona o Controle Estatístico de Processo, quais benefícios essa técnica pode oferecer à sua produção industrial, e como aplicá-la na prática? Nós te explicamos todo o conceito e o passo a passo!

Conceito e proposta do Controle Estatístico de Processo

O Controle Estatístico do Processo é um método de gerenciamento da qualidade que reúne uma série de técnicas e habilidades de monitoramento com base em estatísticas, contribuindo com a eficácia e a confiabilidade de ciclos e processos específicos.

A partir do acompanhamento da produção em tempo real, o CEP oferece uma descrição detalhada sobre o comportamento e desempenho de processos.

Parte fundamental em um checkup da rotina da indústria, esse controle realiza uma “radiografia” das etapas e operações, diagnosticando a variabilidade nos resultados, bem como suas causas e melhores soluções. Ou seja, o método oferece ao gestor industrial as informações necessárias para combater e prevenir problemas que impactam diretamente na saúde de todo o negócio!

Amplamente utilizado em sistemas de Manufatura Enxuta (Lean Manufacturing) e Seis Sigma, o Controle Estatístico de Processos contribui com um caminho de melhorias contínuas e redução de perdas, tanto de tempo como de recursos.

A eliminação dos custos gerados pela má-qualidade, a estabilidade e padronização das operações estão entre os principais objetivos dessa técnica. Assim, o CEP assegura que todos os processos e resultados produtivos estejam dentro dos limites previstos, além de indicar a necessidade de medidas corretivas ou preventivas.

Como funciona esse controle?

O Controle Estatístico de Processo é uma ferramenta de monitoramento por amostragem, realizando a coleta de dados em tempo real e, a partir disso, as análises das possíveis causas e soluções para a instabilidade nos resultados obtidos.

O gráfico de controle é a principal ferramenta nesse modelo de gestão da qualidade. Verificando se o processo possui um desempenho estável ou previsível, essa técnica aplica medições de variáveis de interesse em pontos críticos no controle estatístico do processo.

Dessa forma, o gráfico de controle separa as causas comuns de variação do processo (um desvio padrão ou natural), de variações por causas especiais (anômalas, acidentais ou imprevisíveis).

Essa investigação detalhada é indispensável para um plano de adequação e melhoria da produção conforme as normas e certificações da qualidade, incluindo a ISO 9001, por exemplo. A principal meta ao estabelecer um CEP é garantir, claro, que todos os processos, produtos e serviços estejam dentro dos limites de controle, sem apresentar tendências e variações.

Por que apostar no Controle Estatístico de Processos?

  • Conquistar uma visão integrada e estratégica sobre o ciclo produtivo, bem como sobre todos os departamentos da sua indústria;
  • Possibilitar a detecção precisa de alterações nos parâmetros, bem como a ação ágil para a correção ou prevenção das instabilidades;
  • Potencializar a qualidade, produtividade e confiabilidade da equipe;
  • Construir uma cultura de trabalho focada na melhoria contínua dos processos e na ação preventiva, aumentando o comprometimento dos colaboradores com a qualidade da produção;
  • Monitorar e controlar todos os tipos de dados de forma prática e assertiva, permitindo que o gestor dedique mais tempo e esforço para decisões e estratégias.

Passo a passo para realizar o controle estatístico de processo

  1. Mapeie os processos críticos para o desempenho da sua indústria. Você pode utilizar um fluxograma ou os métodos que preferir para elencar as etapas produtivas com maior índice de não conformidades;
  1. Defina quais indicadores devem ser controlados e escolha o gráfico de controle mais apropriado. Para isso, considere as propriedades essenciais para a qualidade de suas operações, além das variações que mais impactam no padrão de suas entregas.
    Esse levantamento pode ser feito por meio da interpretação de históricos de dados e da aplicação de técnicas de avaliação sistemática, como o diagrama de Pareto e FMEA (Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos), por exemplo.
  1. Verifique a adequação dos sistemas de medição. Aqui, se faz necessário a consideração não só do conjunto de instrumentos e dispositivos, como também dos padrões, métodos e colaboradores envolvidos em seu Controle Estatístico de Processo.
    Esses aspectos devem ser analisados e adaptados conforme estabilidade, tendência, linearidade, e reprodutibilidade, por exemplo, garantindo precisão e adequação do seu sistema de medição.
  1. Construa e implemente os gráficos do seu Controle Estatístico de Processos, alimentando as informações e especificações em tempo real. Nessa etapa, é essencial contar com um sistema de gestão capaz de atualizar, integrar e monitorar os dados da sua indústria.
    Ao mesmo passo, também é preciso investir em um modelo de gerenciamento com foco na melhoria contínua do seu negócio, bem como no treinamento e na capacitação das equipes envolvidas no seu Controle Estatístico de Processos.
  1. Monitore os riscos e as oportunidades para o estabelecimento de medidas corretivas ou preventivas de forma ágil! Para identificar a causa de instabilidades, ferramentas como Diagrama, 5W2H, Análise de Causa e Efeito e Matriz de Priorização podem te ajudar nas análises e na escolha do melhor plano de ações!

Como um ERP pode te ajudar com o Controle Estatístico de Processos?

Agora que você já entende o que é o Controle Estatístico de Processos, seus objetivos, benefícios e premissas, que tal aliar essa estratégia a tecnologias que podem otimizar toda a rotina da sua indústria, garantindo entregas sem atrasos e em conformidade com as especificações de seus clientes?

Ao adotar uma solução de gestão completa para a sua indústria, você conta com todas as informações referentes a processos, produtos e recursos organizadas e centralizadas em um único sistema. Assim, é possível operar com previsibilidade de custos, prazos, estoque, setup de máquinas e quadro de funcionários, preparando a sua organização para diferentes cenários.

Um sistema ERP (Enterprise Resource Planning) especializado na gestão de indústrias reúne uma série de módulos e recursos que compreendem os desafios e as particularidades da rotina industrial. No caso do Controle Estatístico de Processos, o software contribui principalmente de duas formas: fornecendo informações atualizadas e confiáveis para as análises; bem como oferecendo funcionalidades e integrações completas de Engenharia da Produção, Inspeção da Qualidade e Metrologia, APS (Planejamento Avançado da Produção) e MPS (Sistema de Execução de Manufatura).

A partir desses recursos, um sistema de gestão industrial disponibiliza todo o histórico de ocorrências, paradas, prejuízos, problemas na qualidade e retrabalhos que interferiram na sua produção, além de acompanhar os roteiros, tempos de operação, disponibilidade de máquinas, bem como a relação de materiais utilizados.

Como você já sabe, processos produtivos podem sofrer com uma série de variações, mas escolher as ferramentas certas prepara a sua indústria para prevenir essas falhas e investir em melhorias.

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