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Tendência- Computação em Nuvem: uma nova possibilidade

A computação nas nuvens ou cloud computing é um termo que designa a utilização de determinados programas ou ferramentas sem que eles estejam inseridos localmente no PC do usuário.


É comum para aqueles que usam a internet possuírem um email do Yahoo, Google ou Hotmail. É também possível que muitos desses que já contam com email, já tenham feito uso de redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin e tenham colocado uma foto ou duas como forma de identificação.

 

Há ainda, aqueles que apresentam suas criações fotográficas ou em vídeo, no Youtube ou no Picasa ou Flickr. Agora, o que os usuários do Yahoo, Google, Hotmail, Orkut, Facebook, Youtube, Picasa, entre tantas outras opções, tem em comum? Seus documentos estão nas nuvens.

 

A computação nas nuvens ou cloud computing é um termo que designa a utilização de determinados programas ou ferramentas sem que eles estejam inseridos localmente no PC do usuário. Ou seja, basta apenas um browser (navegador de internet) para que se possa ter acesso a determinados programas.

 

A vantagem é que o usuário não fica preso ao seu computador pessoal, pois pode acessar documentos e programas em qualquer parte do mundo, bastando apenas utilizar um dispositivo – seja PDA, celular ou computador – e tenha a possibilidade de se conectar à Internet.

 

“A tendência é que nosso computador seja apenas um browser e que não precisemos instalar e carregar todos os programas das quais necessitamos para realizar nosso trabalho”, afirma Julio Bertolini, diretor comercial da ABC71. Segundo ele, atualmente existe muita ociosidade na utilização do hardware.

 

“Em uma empresa, por exemplo, normalmente, cada funcionário tem seu computador, com grande espaço em disco, memória e CPU. Na nuvem não será necessário que os usuários tenham máquinas tão potentes. Apenas um computador básico, que teoricamente, será muito mais econômico que os modelos atuais, acessando a internet”, explica o executivo.

 

 

Fonte: Wikipedia

A computação nas nuvens é dividida em três partes:

    * IaaS (Infrastructure as a Service - infra-estrutura como serviço) – O usuário utiliza de uma parcela de um servidor, geralmente com configuração que se adeque à necessidade;
    * PaaS (Plataform as a Service - Plataforma como serviço) - O usuário faz uso de uma plataforma como, por exemplo, um banco de dados, um web-service, etc.
    * SaaS (Software as a Service - Software como serviço) - O usuário utiliza um software por meio da web (ex: webmail).

 

Para Gustavo Fabbro, analista de tecnologia e blogueiro do Balaio Tecnológico, se o negócio da empresa não é tecnologia, a redução de custos justifica o uso de serviços na nuvem pois o empresário não precisará investir em hardware, segurança e manutenção. Essas preocupações serão do provedor de serviço.

 

“Conforme aumenta a necessidade de processamento e de armazenamento da empresa, é o fornecedor do serviço na nuvem quem terá que providenciar escalabilidade, disponibilidade e a segurança dos dados do cliente. O usuário final não terá que se preocupar com essas questões”, explica Fabbro.

 

Bertolini observa que essa tendência é crescente e que algumas empresas já começam a aderir a essa nova possibilidade de utilização de softwares como serviço, pagando apenas pelo uso que se faz. “O cliente vai pagar por transações, incluindo toda a infra-estrutura que está por trás do serviço final. Ou seja, o uso do servidor – que está na nuvem, em algum lugar seguro, o uso do software em si e um espaço para armazenar seus documentos”, explica o diretor, que já observa o netbook como um equipamento que segue essa tendência.

 

Atualmente existe muita ociosidade na utilização do hardware, exemplo em uma empresa cada funcionário tem seu computador, normalmente, com grande espaço em disco, memória e CPU. Na nuvem não será necessário que os usuários tenham máquinas tão potentes, apenas um computador básico, que teoricamente será muito barato, acessando a internet.

 

É importante ressaltar que uma das consequencias positivas do uso da computação em nuvem é a inclusão digital de empresas e pessoas. Isto é, sem a necessidade de investimentos em hardware (servidores, por exemplo), software (aplicativos como Windows) , segurança e manutenção das redes, o custo para usufruir das funcionalidades do mundo virtual estará bem mais acessível às pessoas em geral.

 

“O computador do futuro terá um custo muito baixo em relação aos valores praticados atualmente e caberá ao usuário ou à empresa escolher as soluções provedoras com base em suas necessidades”, analisa Bertolini.

 

Muitas são as vantagens, porém o grande desafio é a infraestrutura da rede que oferece o acesso à Internet, principalmente, no Brasil. “O desempenho e principalmente a estabilidade do link são questões-chaves para que a computação na nuvem decole”, afirma o diretor da ABC71.

Além disso, a resistência cultural, segundo Fabbro, é outro ponto a ser destacado.

 

”O usuário ainda sente insegurança em deixar seus documentos num equipamento que não é o dele e onde a responsabilidade de guarda é dada a um terceiro. Pior ainda se esses documentos estão num lugar como a internet, mesmo que estejam protegidos por senha.”, afirma o analista.

 

A evolução dessa modalidade, segundo os entrevistados, vai depender principalmente desses dois fatores: mudança de mentalidade quanto à segurança e investimentos maciços na infra-estrutura da rede. Só com isso, empresários, trabalhadores, estudantes e toda a classe de pessoas que fazem uso do computador poderão se sentir nas nuvens, literalmente!