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ERP - Chão de Fábrica: Aspectos fiscais para industrialização

Com a globalização dos mercados, devido ao aumento de competitividade entre as empresas, é cada vez mais comum que indústrias de grandes marcas se dediquem à comercialização e aos esforços de marketing, terceirizando quase que totalmente as rotinas de produção ou grande parte delas. O objetivo desta iniciativa é a redução de custos, aumento de capacidade e competitividade no atendimento ao cliente final.


Nesse foco, a terceirização é um fenômeno que ocorre em todo o mundo e possibilita que as empresas detentoras da marca possam investir em novos nichos. Em contrapartida, as terceiristas a fim de atender essa demanda, precisam investir em soluções que controlem desde a entrada de material até sua saída, inclusive, na parte fiscal. Daí a necessidade de  buscar uma ferramenta que atenda aspectos fiscais, contábeis e de controles de movimentação de materiais.

 

O objetivo de uma solução de gestão é controlar tudo que entra e sai de uma empresa, seja na forma material, monetária e fiscal. No que tange às empresas terceiristas, mais especificamente àquelas que industrializam a terceiros, é essencial que  o sistema possibilite um controle apurado no recebimento de materiais  diretamente do cliente ou do fornecedor docliente; que se possa realizar o faturamento do serviço de industrialização e de material aplicado; que se possa controlar o material próprio e os de terceiros dentro da indústria para que não existam perdas e conflitos.

 

É importante ressaltar que, uma das grandes dificuldades das empresas que atendem esse segmento é o planejamento minucioso dos materiais necessários à produção e o seu conseqüente controle. Sendo assim, módulos focados em MRP II (Manufacturing Resource Planning), S&OP (Sales and Operation Planning) e  até mesmo APS (Advanced Planning Scheduling) são essenciais para um planejamento e controle seguros de uma operação terceirizada.

 

Em uma solução de gestão empresarial, a situação fiscal e financeira também deve ser plenamente atendida, ainda mais em casos quando se administra produtos em Beneficiamento externo (quando a capacidade de produção local está comprometida) em que as questões fiscais se tornam ainda mais emblemáticas. Um sistema completo deverá atender essas nuances e detalhes de maneira detalhada e simples, concomitantemente.

É importante destacar que uma das dificuldades comuns às empresas terceiristas é a de controlar se todo o material que chega à empresa, enviado pelo fornecedor do cliente ou pelo próprio cliente, administrando as suas respectivas notas fiscais de cobertura (que dá o respaldo fiscal para a operação). É essencial que o sistema de gestão existente dentro da empresa permita verificar por meio de relatórios, se a empresa recebeu ou não a nota fiscal de cobertura do material recebido, podendo até impedir o faturamento do serviço se for o caso.

 

A realização do Inventário de Estoque também é sempre uma outra grande preocupação desse segmento: os materiais de terceiros em poder da empresa,  separados dos materiais próprios, valorizando cada item pelo valor médio apurado através da entrada de notas fiscais é algo que o gestor de uma terceirista sempre deve observar ao se deparar com uma solução focada em seu modelo de trabalho.

 

Ou seja, ao nos depararmos com as especificidades do setor terceirista, seja ele alimentício ou químico, as necessidades de controle e planejamento serão de extrema necessidade para que não existam perdas nem conflitos. Em uma situação como a deles, é válido lembrar  a velha frase maquiavélica de que “os fins justificam os meios”. E nesse caso, a máxima é verdadeira.

 

*Roseli Nunes é formada em Ciências, pós graduada em Análise de Sistemas e em Controladoria para não contadores. Atua como coordenadora de projetos de implantação na ABC71 Soluções em Informática.