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Balaio Tecnológico: Transportando arquivos muito grandes

Nas versões do Windows que ainda possuem suporte hoje em dia – XP, Vista, Seven e suas variações – os discos rígidos (HDs) são quase sempre formatados usando a estrutura de pastas chamada NTFS (NT File System, ou seja, sistema de arquivos do Windows NT).


No entanto, muitos dos pen drives e HDs externos ainda vêm formatados usando FAT32, sistema de arquivos usado pelas versões anteriores do Windows (95 e 98) mas ainda reconhecidos nas versões mais recentes.

Ambos os formatos servem ao mesmo propósito, que é organizar o acesso aos arquivos que existem num disco. O que os difere é como é feita essa organização e os recursos adicionais proporcionados por cada formato. O NTFS é mais robusto, tendo sido projetado para, entre outras coisas, comportar informações de segurança mais refinadas, permitindo que sejam inseridas configurações de acesso no nível de pasta e até de arquivo, de modo que apenas usuários cujas credenciais atendam tais configurações é que podem acessar uma pasta ou arquivo. O FAT32, por ser mais antigo, é mais simples e não permite essa distinção.

 

Outra diferença crucial entre os dois formatos é o tamanho máximo que um arquivo pode alcançar. Enquanto no FAT32 o tamanho máximo não deve passar de 4 GB (gigabytes), a implementação atual do NTFS aceita arquivos com até 16 TB (terabytes).

 

Por essa razão, se você possui um arquivo de imagem de um DVD (4.5 GB) , um backup de um banco de dados de um Cliente ou outro arquivo qualquer cujo tamanho ultrapasse 4 GB, será um problema copiá-lo de um sistema com NTFS para um pen drive formatado com FAT32. Embora seja permitido que se formate um pen drive ou HD externo com NTFS, nem sempre isso é desejado.

 

Há uma ferramenta bastante simples e eficaz para resolver este tipo de impasse. Trata-se do HJ-Split, uma aplicação gratuita que não necessita instalação e que se propõe a fracionar um arquivo qualquer, criando arquivos menores que depois podem ser reagrupados para formar o arquivo original novamente.

 

A interface inicial da aplicação apresenta 4 funções representadas por botões: Split (fracionar), Join (juntar), Compare (comparar dois arquivos) e Checksum (calcular identificação para validar um arquivo). A reprodução abaixo é a tela apresentada quando se solicita a função Split para quebrar um arquivo em arquivos menores:

 


Para usar esta função, basta informar o arquivo original, o tamanho máximo que cada fragmento gerado deverá ter e pressionar o botão Start. Na mesma pasta onde está o arquivo original serão gerados tantos fragmentos de arquivos quantos forem necessários, respeitando-se o tamanho máximo estipulado para cada parte. Em cada fragmento será acrescentado um número sequencial (começando com 001) indicando a posição do fragmento dentro do arquivo original. Esses arquivos menores agora podem ser copiados para o pen drive sem problemas.

 

Quando precisar do arquivo completo novamente, use a função Join do HJ-Split. Nessa função, o botão Input File permite que se localize o primeiro fragmento do conjunto que foi gerado com a função Split – aquele arquivo com o 001 acrescentado ao nome. É importante que todos os fragmentos estejam na mesma pasta para que o HJ-Split os encontre. Informe também a pasta de destino, isto é, o local onde será recriado o arquivo original completo.

 

No endereço http://www.freebyte.com/hjsplit há links para download de versões para diversos Sistemas Operacionais (Linux, Mac, Windows, etc.).

 

Luís Gustavo Fabbro é Bacharel em Ciências da Computação, formado pela Unesp Bauru. Foi responsável pelos módulos da área industrial do ERP da ABC71 Soluções em Informática entre 1993 e 1998. Em 2002, passou a ser responsável pela nascente área de Pesquisa & Desenvolvimento da empresa. É profissional certificado pela Microsoft, com especialização em arquitetura do Sistema Operacional Windows.
Fonte: http://balaiotecnologico.blogspot.com/